Secretaria Municipal da Saúde

  

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Apresentação

 

O SAMU é um serviço desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto, em parceria com o Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. O serviço iniciou suas atividades em agosto de 1996 e passou a integrar a Política Nacional de Atenção as Urgências em 2004.

 

O SAMU é um sistema regionalizado e hierarquizado, que assegura a escuta médica permanente para as urgências, através da Central de Regulação Médica, sendo capaz de atender cerca de 600 mil habitantes somente dentro do município, prestando socorro a população em casos de urgência e emergência, independente do local de atendimento (vias públicas, residências, local de trabalho) e da etiologia do caso (clínico e/ou traumático); bem como transportá-los com segurança e acompanhamento de profissionais da saúde até o nível secundário e/ou terciário de assistência (UBDS/hospital).

 

A solicitação de atendimento (pedido de socorro) é realizada através do número 192 e seu atendimento é gratuito. Após uma análise prévia do pedido a Central de Regulação Médica poderá disponibilizar os recursos necessários para melhor atender ao pedido de auxílio, por meio de uma orientação médica, um conselho, ou ainda deslocar uma equipe de suporte básico e/ou avançado de vida, de acordo com a necessidade do caso.

 

Além disso, intermedia através da central de regulação médica das urgências, as transferências inter-hospitalares de pacientes graves, promovendo a ativação das equipes apropriadas e a transferência do paciente.

 

Dentre os encaminhamentos e regulações médicas para continuidade da assistência, as clínicas de maior demanda foram: ortopedia, oftalmologia, clínica médica, pediatria e ginecologia e obstetrícia. Estes pacientes foram encaminhados aos hospitais conveniados com o SUS (Santa Casa de Misericórdia, Hospital das Clínicas e Beneficência Portuguesa).

 

 

Histórico do SAMU de Ribeirão Preto

 

Ao longo dos anos, durante avaliação dos modelos assistenciais de cuidados com os pacientes graves, principalmente politraumatizados, verificou-se que a taxa de mortalidade e agravos destes pacientes era equivalente aos outros municípios, principalmente americanos e europeus antes do advento do sistema de atendimento pré-hospitalar, assim como os índices de violência e de acidentes de trânsito fossem elevados, analisando custos e principalmente benefícios à população. Em 1996, baseados no modelo francês do Samu, equipou-se uma viatura com material de UTI Móvel, tripulada por médicos, enfermeiros de nível superior e motoristas com melhor bagagem para atendimento de urgências e emergências. Pintada de amarelo, para se destacar das outras viaturas e das unidades de resgate, foi lançada a primeira viatura denominada USA - Unidade de Suporte Avançado de Ribeirão Preto, cujo despacho ficava a critério da rádio-operadora por quem eram controladas as outras viaturas. Seu campo de ação eram os acidentes automobilísticos, as vítimas de agressões interpessoais com uso de armas de fogo e ou brancas, as quedas de altura e uma parcela dos pacientes clínicos mais graves.

 

Em agosto de 1996 foi entregue ao município este veículo e seus serviços foram gradativamente apresentados à população e ganhando seu espaço. No início de 1997 a viatura sofreu um acidente e não pode mais rodar, o sonho que levantara vôo foi por água a baixo, mas a luta árdua tinha uma equipe determinada e esforçada que não se deixou abater, além do que os dirigentes também estavam engajados na melhoria dos serviços.

 

Durante o ano de 1997 foram intensificados os serviços e incrementadas as relações de trabalho com o Cobom (Corpo de Bombeiros) visando otimização de serviços, além das equipes se dedicarem à capacitação com cursos como ATLS, ACLS, PALS, MAST e outros, constituindo o grupo básico que se mantém até a atualidade, novamente as esperanças se iluminaram quando em agosto duas Unidades de Suporte Avançado, totalmente equipadas e sete Unidades de Suporte Básico foram entregues, assim o Setor de Serviços Externos - 192, passou a ser denominado Samu - Serviço de Atendimento Médico de Urgência , surgindo os primeiros protocolos de despacho de viaturas, acordos de cooperação entre as entidades de pré-hospitalar existentes no município (Medicar - Pré-hospitalar privado, Cobom e posteriormente os serviços das concessionárias de estrada, constituiu-se também um grupo de instrutores para ministrar cursos a vários serviços que necessitassem, além de treinar os funcionários do serviço municipal.

 

No ano de 1998, o então coordenador do Samu de Ribeirão Preto juntamente com outros envolvidos no tema de Urgência e Emergência reuniu-se no Ministério da Saúde e o resultado dos trabalhos foi a primeira Portaria promulgada pelo Ministro da Saúde, a nº 824.

 

Naquele mesmo ano a Central de Rádio-telefonia foi instalada nas dependências do Hospital das Clínicas - Unidade de Emergência, em sala cedida em cooperação com a Secretaria Municipal da Saúde. Em alguns episódios foram realizados os primeiros ensaios de um sistema de regulação médica, com o profissional médico da USA e posteriormente com médicos em períodos alternados, já sentindo as dificuldades na melhoria do sistema, principalmente a resistência dos hospitais filantrópicos do município, ao mesmo tempo em que eram discutidas as questões com a DIR XVIII, com sua experiência com a Central de Vagas de Obstetrícia e Psiquiatria.

 

Assim, ao longo destes anos foram desenvolvidas atividades de natureza, a saber:
- aprimoramento em cursos
- desenvolvimento das atividades práticas em campo
- realização de eventos em conjunto como simulados
- cooperação com o Corpo de Bombeiros
- cooperação com os serviços de pré-hospitalares privados já existentes e os que vieram posteriormente com as concessionárias de estrada
- desenvolvimento de atividades didáticas treinando outros serviços
- integração com as universidades locais
- intercâmbio entre todos os serviços existentes
- participação das discussões a nível nacional dos temas da urgência e emergência
- aprendizado e aplicação de esboço de regulação médica
- treinamento das telefonistas e rádio-operadoras

Em janeiro de 2000, após inúmeras reuniões e discussões surgiu a Central Única de Regulação Médica, funcionando 24 horas, com componente municipal funcionando no Hospital das Clínicas - Unidade de Emergência onde funcionava o serviço de rádio-telefonia e componente regional funcionante na DIR XVIII, criando-se o Grupo Gestor da Regulação Médica, composto pelos envolvidos no pré-hospitalar, hospitais universitários e filantrópicos, Conselho Regional de Medicina, Diretor da DIR XVIII, Secretário Municipal da Saúde de Ribeirão Preto e outros representantes.

 

A Central Única de Regulação Médica é denominada única, pois é direcionada por um protocolo único e as mesmas diretrizes e postura frente aos casos regulados, devendo unificar-se no mesmo espaço físico.

 

As reuniões do grupo gestor são mensais e os problemas apresentados têm soluções aprovadas pelo colegiado com poder de voto.

O protocolo se baseia nos tipos de solicitação com despacho de viatura correspondente, convênio de cooperação mutua entre os serviços pré-hospitalares, hierarquização hospitalar e dos serviços de saúde do município e região com distribuição quantitativa e qualitativa dos casos de Urgência e Emergência aos serviços do SUS, boletins diários das vagas hospitalares existentes e comunicação e resolução de eventuais problemas pelos coordenadores em comum acordo com o gestor municipal e estadual.

 

Em 2003 houve nova revisão do protocolo e atualização da tabela de hierarquização hospitalar, além da criação do Pólo de Capacitação em Urgência e Emergência com componentes do Samu, Hospital das Clínicas - Unidade de Emergência e DIR XVIII, com colaboração e patrocínio das entidades pré-hospitalares privadas e outras entidades envolvidas, sendo ministrados mais de dez cursos para médicos (300) e enfermeiras (300) por instrutores de grupos formados pela Secretaria Estadual da Saúde.

 

Em 2009 o município tinha::

- 12 Unidades de Suporte Básico (USB)

- 01 de Suporte Avançado (USA), para atendimento móvel aos agravos em situações de urgência e emergência. O município disponibiliza 05 veículos a mais do que o estabelecido pelo MS que determinada 01 USB para cada 100 a 150 mil habitantes, e 01 de USA para cada 450 a 500 mil habitantes.

 

Grande parte dos atendimentos é de pequena e média complexidade, por problemas sócio-econômicos, dentre outros, fato que suscita a reflexão sobre a necessidade de um serviço de transporte sanitário que venha a atender esta demanda.


    

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