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As obras de reforma, restauro e
modernização transformaram o Theatro Pedro II
no cenário ideal para concertos sinfônicos, shows de música popular e
erudita, montagens de peças teatrais, apresentações de companhias de dança,
performances dos mais variados tipos e, conforme seu propósito original, grandes
espetáculos de ópera.
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O projeto original
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Na década de 20 Ribeirão Preto
vivia o apogeu econômico. A maior produção de café dava à cidade ares de
Eldorado. Nessa época, exatamente em 1928, o presidente da Companhia
Cervejaria Paulista João Meira Júnior iniciava a construção de um grande
teatro de ópera. O projeto foi inspirado em casas de espetáculos européias.
O crack da bolsa de Nova York em 1929 e a crise econômica mundial
refletiram na construção do teatro. Diversos padrões de acabamento foram
alterados. Mesmo assim, o teatro surgiu como símbolo de poder da sociedade
cafeeira. |
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Em 8 de outubro de 1930 o
Theatro Pedro II foi inaugurado
com apresentação do filme
"Alvorada do Amor". |
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Memória |
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Durante cinco décadas o Theatro
Pedro II foi a principal referência cultural de Ribeirão Preto. O Pedro II
tornou-se centro de acontecimentos políticos e sociais. Grandes companhias teatrais e operísticas
do exterior e corpos de baile do país se apresentaram nele. |
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Cinema
Na década de 60, o prédio passou por reforma que o descaracterizou.
Vários elementos decorativos foram destruídos, a platéia foi reduzida
e placas de madeira encobriram camarotes, frisas e galerias laterais
para transformá-lo em cinema. |
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Os sinais da decadência na década de 60 levaram o Pedro II a mudar de
proprietários. A Companhia Cervejaria Antarctica adquiriu a Companhia
Cervejaria Paulista, antiga proprietária. |

"Caverna do Diabo"
Entre as décadas de 50 e 70, o subsolo do Theatro
Pedro II foi transformado em salão de bailes de carnaval. Fora do período
carnavalesco era transformado em sala de jogos. O local ficou conhecido como "Caverna
do Diabo".
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O incêndio Em 15 de julho de 1980 o Theatro Pedro II
viveu sua tragédia com o |
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incêndio que destruiu a cobertura, o forro do palco e grande parte do
interior. O fato ocorreu durante exibição do filme "Os Três Mosqueteiros
Trapalhões". O fogo comprometeu a estrutura do teatro.
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Tombamento
Artistas, intelectuais, cidadãos e políticos realizaram campanhas
pela preservação do prédio e pelo resgate de sua função cultural. No dia 7 de maio de
1982 o prédio foi tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico
Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo).
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Reconstrução
Em maio de 1991 teve início a primeira etapa de
restauração e modernização do teatro. Em janeiro de 1993 começou a segunda etapa. Um
concerto de música erudita em abril de 1994 arrecadou US$ 10 mil para a recuperação.
Em 1996, o Theatro Pedro II foi reinaugurado. |
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O 2º maior teatro de ópera do país
em capacidade de público
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O projeto de resgate do Theatro Pedro II demorou
cinco anos. A reforma da estrutura do prédio, a modernização das instalações e o
restauro das características arquitetônicas originais recuperaram o Pedro II e
ampliaram suas funções, transformando-o no 2º maior teatro de ópera do país
em capacidade de público. O Theatro
Pedro II fica atrás apenas do Teatro Municipal de São Paulo.
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A reforma
Na fase de reforma, toda a cúpula
metálica da platéia principal foi reconstruída e a caixa cênica rebaixada em seis
metros. Foi criado um subsolo com mais dois níveis: espaços para serviços de apoio
artístico, oficina de cenário, carpintaria e almoxarifado técnico. |
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Sala Meira Junior
O Theatro Pedro II possui um
Teatro de Câmara no subsolo com capacidade para 200 pessoas.
Esta sala é utilizada para espetáculos de
pequeno porte e palestras. |
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Sala de balé
O quarto pavimento foi adaptado para
abrigar uma sala completa e
com moderna infra-estrutura para ensaios.
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Modernização
As obras de modernização ofereceram novos recursos ao Theatro Pedro II,
como mecânica cênica e infra-estrutura de serviços, como elevadores
especiais, painéis acústicos, sistema computadorizado de iluminação e de
climatização, camarins e modernos mecanismos de combate a incêndio.
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Cúpula
O projeto da cúpula do Theatro Pedro II é da artista
plástica Tomie Ohtake. Para cobri-la foram feitas duas cúpulas de gesso estrutural, uma
delas recortada. Entre elas foram afixadas lâmpadas especiais, que fazem varar luz por
entre os recortes, criando um efeito escultural. |
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Um lustre de cristal de 1.400 quilos, com 2,70 metros de altura por 2,2
metros de largura completa a obra. |
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Restauro
Uma equipe de aproximadamente dez especialistas
procedentes da região de Ouro Preto e Belo Horizonte (MG) recorreram a plantas do projeto
original, fotos de época, documentos textuais e até entrevistaram antigos moradores da
cidade para levantar informações para o restauro. |
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Sala dos Espelhos |
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O foyer, também conhecido
como Sala dos Espelhos foi recuperado. Ela comporta três lustres de cristal
em estilo art déco. Das seis fiadas de espelhos que recobrem as
paredes, três foram preservadas e restauradas por serem de cristal bisotê
italiano. As demais permanecem em vidro nacional, como à época da construção
do teatro. |
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Uma descoberta na Sala dos Espelhos foi a da extinta técnica do spolvero
- considerada uma raridade arquitetônica - na pintura decorativa que
emoldura todo o espaço.
A Sala dos Espelhos agora abriga apresentações de música de câmara, solos
instrumentais e recitais de canto lírico.
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A Fundação
Uma fundação foi criada para administrar o Pedro II.
Denominada Fundação D. Pedro II, ela tem como tarefa principal definir a
forma de ocupação do teatro. |
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Números do Teatro |
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Área total |
6.500 m² |
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Altura total |
30 m |
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Capacidade total |
1.588 lugares |
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Sala Meira Júnior |
200 lugares |
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Camarotes do proscênio |
6 |
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Camarotes coletivos |
28 |
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Sala de instrumentos |
1 |
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Sala dos músicos |
1 |
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Sala de costura |
1 |
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Oficina de cenário |
1 |
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Banheiros masculinos |
2 por andar |
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Banheiros femininos |
2 por andar |
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Cafés |
2 |
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Sala de dança |
1 |
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Sala para coreógrafo |
1 |
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Vestiários para bailarinos |
2 |
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Bicos de Sprinklers |
756 |
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Hidrantes |
8 |
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Dimensões palco: |
27 m de largura, 17m de
profundidade,
10,5 m boca de cena |
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Camarins coletivos: |
4, com 25 m² cada |
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Camarins individuais: |
5, com 10 m² cada |
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Elevadores 6: |
2 com
capacidade para 16 pessoas
1 para deficientes
1 para cenários
1 para orquestra
1 monta-carga |
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