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De onde vem a água que bebemos?
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Toda a água de abastecimento de Ribeirão Preto vem de um
imenso reservatório de águas subterrâneas chamado Aqüífero Guarani,
de onde é extraída pelo Daerp através de poços tubulares profundos.
O Aqüífero Guarani se estende pelos Estados de
Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além da Argentina, Paraguai e
Uruguai. Ocupa uma área de 1,2 milhões de km2, dos quais 70%
encontram-se no Brasil. É um dos maiores reservatórios subterrâneos de
água do mundo. Foi batizado de Guarani em homenagem à nação indígena
do mesmo nome que habitava a região.
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A Formação do Aqüífero
Há cerca de 150 milhões
de anos, nossa região era um enorme deserto. Um intenso vulcanismo
provocou o derramamento de lavas, cobrindo a maior parte de suas areias.
Ao se resfriarem, as lavas se solidificaram formando uma rocha dura
chamada basalto.
O peso do basalto compactou e agregou as areias do antigo deserto até
formar uma rocha porosa chamada arenito. O arenito ficou comprimido
debaixo do basalto, restando apenas algumas bordas descobertas,
denominadas áreas de afloramento ou de recarga. Por ali, as águas das
chuvas passaram a penetrar lentamente no antigo deserto ao longo de milhões
de anos, formando o reservatório de águas subterrâneas chamado Aqüífero
Guarani.
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Ao contrário do
que muitos pensam, a água do aqüífero não corre como um rio no
subsolo. Ela está embebida em uma camada de arenito, que funciona como
uma esponja, absorvendo as águas da chuva que se infiltram. O reservatório
subterrâneo é constituído pelos espaços vazios ou poros das rochas,
onde a água é armazenada e circula muito lentamente.
O aqüífero é continuamente abastecido pela infiltração das águas da
chuva na área de afloramento. Por isso, esta área é a mais vulnerável
e deve ser especialmente protegida para evitar a contaminação dos depósitos
subterrâneos. |
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A Preservação do Aqüífero
O Aqüífero Guarani é uma reserva estratégica vital para
as futuras gerações, por isso precisa ser preservado. Ele é a principal
fonte de abastecimento público para milhões de pessoas e a sua exploração
tem aumentado muito nos últimos 30 anos.
Os impactos da atividade humana na superfície do aqüífero são uma ameaça
a sua integridade. Depósitos irregulares de lixo, agrotóxicos, fossas sépticas,
vazamento em oleodutos, poços abandonados ou construídos sem tecnologia
adequada, etc. podem provocar a contaminação do aqüífero. Outro fator
de risco é o consumo excessivo, que já está provocando o rebaixamento
do nível das águas subterrâneas em algumas regiões.
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A superexploração do aqüífero e sua deterioração em
conseqüência da poluição podem causar danos irreversíveis,
comprometendo o abastecimento e colocando em risco a qualidade de vida da
população e o meio ambiente de uma vasta região.
As análises diárias para controle da qualidade da água realizadas no
laboratório do Daerp têm demonstrado a ausência de qualquer tipo de
contaminação na água de abastecimento de Ribeirão Preto. Para evitar o
comprometimento do aqüífero, o Daerp utiliza tecnologias de ponta na
construção dos novos poços e lacra com concreto os poços desativados.
Pensando na preservação das reservas, o Daerp tem um programa de
controle de perdas e realiza campanhas de conscientização da população
para evitar o desperdício de água. |
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