Um breve passeio pela região central de Ribeirão Preto e logo se percebe que, além de prestadora de serviços, a cidade tem juventude e boemia. A vida cultural é intensa. Com teatros, cinemas, museus e música.

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Carlos Natal
O Theatro Pedro II, um dos maiores do país, tem uma agenda de espetáculos como poucos. Os três shoppings trouxeram para a cidade mais de 30 salas de cinema. O Museu do Café ainda encanta pelo tradicional. E a música está muito bem representada, por exemplo, por eventos permanentes como as serenatas que acontecem toda semana na praça Sete de Setembro e nos bairros. E, o Café com Chorinho, realizados em charmosos
coretos.
 
A infra-estrutura para o turismo de negócios também é um atrativo extra. Hotéis amplos, projetados para receber grandes eventos, oferecem o conforto necessário aos congressistas. O turismo cultural, outra vocação indiscutível da cidade, ganhou uma nova e forte aliada: a Feira Nacional do Livro. Com os 200 mil livros vendidos no ano passado e investimentos de R$ 1 milhão, a primeira edição da feira já chamou a atenção dos editores e livreiros para o mercado existente fora das grandes capitais.

Junto com a Lei do Livro e o programa de instalação de 80 bibliotecas nos bairros da cidade, criado no ano passado pela Prefeitura, a 1a Feira, em 2001, foi considerada um dos fatos mais relevantes do mercado editorial no Brasil no ano. Com tudo isso, a Feira Nacional do Livro reforçou ainda mais a tendência natural de Ribeirão para o turismo cultural. O município é um dos maiores pólos educacionais e culturais do interior do Estado. As sete instituições de ensino superior possuem cerca de 35.000 estudantes, que vêm de todos os cantos do Brasil e até mesmo do exterior.

A cidade tem 32 bibliotecas públicas e particulares (24 das quais inauguradas a partir da 1a Feira do Livro, em agosto de 2001), cinco museus, cinco teatros, a Casa da Cultura, dois Centros Culturais nos bairros (no Quintino Facci II e nos Campos Elíseos, abertos em 2002), a Academia Ribeirãopretana de Letras e a Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto (Alarp), entre outras.

Além das atrações da própria Ribeirão Preto, a cidade ainda é sede de uma região rica em história e arte. Em Brodowski e Batatais, por exemplo, a cerca de 20 quilômetros, estão o Museu Casa de Portinari e a Igreja Matriz Bom Jesus da Cana Verde, que reúnem o maior acervo do artista Cândido Portinari na região.