Não é de hoje que a riqueza de Ribeirão Preto vem do chão. A agricultura, favorecida pela terra roxa, no linguajar caboclo – ou rossa, segundo os imigrantes italianos –, faz parte da história da cidade desde sua fundação, em 19 de junho de 1856. Desde então, muita coisa mudou: seus nomes e a cultura predominante do café para a cana.

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Renato Lopes
Ribeirão Preto já foi Vila de São Sebastião, Vila de Entre Rios e Vila de Ribeirão Preto. O primeiro nome é uma homenagem clara ao padroeiro da cidade. O segundo tem a ver com sua origem. Ribeirão, afinal, nasceu entre rios (ou córregos), numa clareira onde, um século antes de sua fundação, os Bandeirantes passaram. Um desses córregos é justamente o Ribeirão Preto.
 
Desde essa época, a terra boa fez de Ribeirão uma das maiores produtoras de grãos do país. Na virada do século 19, abastecia o mundo inteiro com seu café. Hoje, a cidade é sede da maior região produtora de alimentos e de álcool, com 20% do açúcar e 32% do álcool combustível produzidos no país. Em termos financeiros, Ribeirão Preto e região respondem por quase 35% de toda a produção agrícola do Estado de São Paulo e por cerca de 20% da produção animal.

A cidade fica na região Nordeste do Estado de São Paulo, a 313 km da capital. Com uma população de 505 mil habitantes, é uma das mais ricas do Estado, com renda per capita de mais de 8 mil dólares, o dobro da média do País. Elevado padrão de vida, bons indicadores sociais, localização privilegiada e uma excelente infra-estrutura de transportes e de comunicação, são alguns diferencias de Ribeirão Preto, que é também um dos principais centros universitários do País, além de importante pólo de pesquisa, geração de tecnologia e mão-de-obra qualificada.